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22 de junho de 2013

Poesia #01 - Sobre sexo e poesia

Suba
Cubra
Cuba.

Suruba.

Incubado.
Ingrato.
Insensato.

Só palavras mortas
Siglas intermináveis
Linguagem sem sentido.

Suba para o altar
Cubra o céu de estrelas,
Cuba não é o único sonho.

Suruba de corpos e pensamentos.

Incubado feito animal enjaulado
Ingrato feito menino rico sem mel
Insensato feito um louco foragido.

Só palavras mortas parecem resistir à moral,
Ao corpo, ao beijo, ao sexo, à suruba...
Não é pra resistir, nem desistir, mas pra se despir!
Não se cubra! Suba! Monte! Se doe!
Foder a noite, foder meu corpo, foder meu homem...

Siglas intermináveis insistem em definir
O indefinível.
O tom político no embargo desalmado.
É Cuba? Não, é incubado!
E a vida rodando o próprio filme insensato.

Linguagem sem sentido e sem força
Viver por viver
O cheiro do banheiro público como o bálsamo mais ingrato
E mais inebriante.
Fico reduzido ao amor sobre privadas.

Suba para o altar
E grite até jorrar sangue!
Jorre o sêmen na face dos moralistas,
E chupe suas ferramentas ocultas!
Cubra o céu de estrelas,
Crie seu próprio verão,
Seja a andorinha irmã,
Recriando seu próprio presente,
Na esperança de presentear o futuro.
Pois nossos sonhos são todos utópicos
Por definição.
Cuba não é o único sonho.
Suba!
Suruba!
Incubado?
São só palavras mortas
Siglas intermináveis
Linguagem sem sentido.
Não quero dizer quem eu sou.
Sou o poeta das não-palavras.
Quero apenas fazer o que sou
Viver da carne
Da orgia
Do gozo
E da arte.

Ser poesia viva,
Ser o Ser completo
E não apenas
Palavras mortas
Siglas intermináveis
Linguagem sem sentido...

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