Clive Staples Lewis, mais conhecido como C. S. Lewis, foi um escritor britânico que escreveu os livros da coletânea "As crônicas de Nárnia" (são sete histórias sobre o mundo mágico de Nárnia).
Para começar, há 3 filmes que foram adaptados ("O leão, a feiticeira e o guarda-roupa", "a viagem do peregrino da alvorada", "o príncipe caspian"), sendo que um outro está em vias de lançar ("A cadeira de prata") , mas dessa vez me atinei a analisar os livros mesmo, e vou publicando aqui minha impressão à medida que vou lendo, na ordem do Livro cuja capa está acima, em volume único, que congrega as sete histórias em quase oitocentas páginas (portanto, as histórias não são assim tão longas). O primeiro da lista é este "O SOBRINHO DO MAGO".
Algumas pessoas me falavam que "As crônicas", ou melhor, que Lewis era demasiadamente cristão, permeando seu conto de aventura com uma série de referências bíblicas, quase o acusando de doutrinação. Outras pessoas falavam disso com tom de elogio, por valorizarem a visão cristã do mundo.
O fato é que este primeiro livro é muito bom, independentemente de suas referências. Conta a história de Digory e Polly, que acabam indo parar num reino misterioso que dá acesso, entre outros, a Nárnia. Eles acabam indo parar lá devido os encantamentos provocados pelo tio de Digory. É interessante notar que Nárnia é, portanto, apenas um dos vários mundos, claro que de longe o mais interessante, com animais falantes, poderosos, e um leão que esbanja superioridade e charme (seria o Leão a representação de Deus?).
Não sou tão afeto assim ao cristianismo, mas que bom seria se todos os livros cristãos bebessem da Bíblia para apresentar aventuras como essas. Não sei se ao longo dos demais contos, de fato o tom doutrinário tome conta, porque até aqui, houve mais ação e aventura do que qualquer moralismo. Vamos ver...
Mas tem aqui várias alegorias bíblicas, como por exemplo a maçã, onde Digory quase é tentado pela feiticeira a provar do fruto que o Leão o proibiu de comer. Mas também tem por trás a busca pelos objetivos com foco, sem se deixar levar por um futuro incerto ou recompensas não altruístas. A tentação aparece nesse contexto de conflito do personagem consigo mesmo, fortalecendo sua missão heróica.
Neste sentido, o livro vale muito mais pela imaginação dos mundos e a forma de conduzir uma história relativamente simples e empolgante do que por qualquer acusação moral.
AHHHHH
Também espero esse ano ler o Tolkien (autor de "O Hobbit" e "O senhor dos anéis"), aliás, eles eram amigos. Eu declaradamente não gosto da saga do anel nos cinemas, mas quem sabe tenha uma outra opinião ao ler os livros.
Mas decidi começar pelas "Crônicas". Lewis também escreveu livros mais diretamente teológicos (ele era professor universitário em teologia), e talvez lá as mensagens cristãs sejam mais pesadas do que aqui, que é tão somente uma ótima aventura e inspiradora para muitas outras!!
OBS: a maçã que eu falei é plantada pelas crianças já no mundo real. Anos se passam e da madeira proveniente da macieira, se constrói um guarda-roupa, que será o portal utilizado para a próxima história, "O leão, a feiticeira e o guarda-roupa".

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