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11 de outubro de 2013

Um quarto (25)


Ao abismo em um quarto de século,
Aceitando que meu quarto é o mundo
Sufocante,
Sem freios e medidas,
Pois não há mobilidade nem gritos de criança.

Não sorrio em festas,
E não danço,
E não entendo as piadas prontas,
A espontaneidade das pessoas,
As letras das músicas,
As bebidas com álcool,
E os doces intragáveis.

Está difícil desejar afeto
E fingir apreço sem querer.
Está difícil mentir.
Está difícil ter o coração aberto
E não senti-lo bater.
Está difícil insistir.
Está difícil arranjar porquês,
E beijar o noivo sem receio.
Está difícil conviver.
Está difícil praticar o desapego
E fingir que não se importa,
Quando o que mais se quer é viver.

(Alan Nina)

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